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Festa do Divino Espírito Santo em Pirenópolis

Quem reserva um fim de semana para a Festa do Divino chega no meio de uma coisa que começou semanas antes e vai continuar depois que ele for embora.

Cortejo do imperador na Festa do Divino, PirenópolisFoto: Rossyni Gomes Pompêo de Pina · Wikimedia Commons · CC BY-SA 4.0

O tamanho real da festa

A Festa do Divino Espírito Santo é celebrada em Pirenópolis desde 1819 e foi registrada pelo IPHAN como Patrimônio Cultural do Brasil no Livro das Celebrações em 13 de maio de 2010, com revalidação em 25 de março de 2025 (IPHAN).

O registro cobre um conjunto inteiro de manifestações: as folias que percorrem fazendas, comunidades rurais e capelas antes da festa, a figura do Imperador do Divino, o império onde a comunidade se reúne, as procissões e missas, os Mascarados e as Cavalhadas.

Na prática isso quer dizer que há movimento na cidade bem antes do domingo principal, e que a programação do período de pico ainda é seguida por outras celebrações. Quem tem interesse na parte religiosa costuma render mais nos dias anteriores, com a cidade menos cheia e a hospedagem mais fácil de achar.

Mascarado das Cavalhadas de PirenópolisFoto: Rossyni Gomes Pompêo de Pina · Wikimedia Commons · CC BY-SA 4.0

Por que a data muda todo ano

O ponto alto da festa é o Domingo de Pentecostes, cinquenta dias depois da Páscoa (IPHAN). Como a Páscoa é móvel, o Divino cai em datas diferentes a cada ano, em geral entre o fim de maio e junho.

Por isso não há data nesta página. A programação completa — folias, novenas, alvorada, dias de Cavalhadas e desfile dos Mascarados — é divulgada pela Prefeitura de Pirenópolis e pela paróquia alguns meses antes, e é ali que ela deve ser conferida antes de comprar passagem.

Para quem planeja com um ano de antecedência existe um atalho: veja a data da Páscoa do ano seguinte e conte cinquenta dias. Isso dá o domingo principal, e a partir dele se organiza o resto da viagem.

Igreja Matriz de Nossa Senhora do Rosário, PirenópolisFoto: Eugenio Hansen, OFS · Wikimedia Commons · CC BY-SA 4.0

Os Mascarados

Os Mascarados são parte do bem registrado pelo IPHAN, ao lado das folias e das Cavalhadas. Saem a cavalo e a pé, com roupas coloridas e o rosto inteiramente coberto, e a graça da brincadeira está em ninguém saber quem está debaixo da máscara.

O dossiê do IPHAN registra três versões de origem e as chama de mitos, sem documento que sustente nenhuma: escravizados e agregados que saíam mascarados para participar sem ser reconhecidos; cavaleiros exímios excluídos dos exércitos das cavalhadas; e um desdobramento da figura do espião, o único mascarado que participa oficialmente do enredo (Correio Braziliense). O anonimato continua valendo: mascarado não se identifica, e insistir em saber quem é estraga o jogo.

Eles abordam quem está na rua, entram em bar, puxam conversa e provocam. Não têm horário fixo — circulam pela cidade ao longo do período da festa — mas existe um desfile próprio dos Mascarados dentro da programação, com os cavalos enfeitados.

As Cavalhadas acontecem dentro do Divino

As Cavalhadas são a encenação equestre da batalha entre mouros e cristãos, com dois exércitos de doze cavaleiros cada, apresentada em três dias, do Domingo de Pentecostes à terça-feira. Foram introduzidas na cidade em 1826 pelo padre Manuel Amâncio da Luz, sob um nome que a tradição oral registra como O Batalhão de Carlos Magno, expressão que não aparece no dossiê do IPHAN (Wikipédia).

São o motivo pelo qual boa parte dos visitantes de fora vem, e por isso têm página própria aqui: as Cavalhadas de Pirenópolis.

A cidade durante a festa

  • Hospedagem esgota com meses de antecedência, e nessa data quase tudo trabalha com mínimo de noites
  • A diária é diferente do valor praticado no resto do ano
  • Restaurantes trabalham no limite, com fila — jantar sem reserva vira sorte
  • O centro histórico fica fechado para carro em boa parte do tempo, e estacionar perto do centro é inviável
  • O calçamento é de pedra irregular, e nos dias de festa se anda muito a pé: sapato de sola fina e salto ficam de fora
  • Sair do centro e voltar de carro várias vezes ao dia não funciona; hospedagem a distância de caminhada muda a viagem inteira

Antes de fechar a viagem

Antes de ir: A data do Divino muda todo ano porque acompanha o Domingo de Pentecostes, cinquenta dias depois da Páscoa. Confirme a programação do ano corrente com a Prefeitura de Pirenópolis e com a paróquia antes de comprar passagem, e confirme o mínimo de noites com a hospedagem.

Perguntas frequentes

Quando é a Festa do Divino em Pirenópolis?

A data muda todo ano. O ápice é o Domingo de Pentecostes, cinquenta dias depois da Páscoa, o que costuma cair entre o fim de maio e junho. A programação completa sai alguns meses antes, pela Prefeitura e pela paróquia.

Quanto tempo dura a Festa do Divino de Pirenópolis?

O período principal ocupa vários dias seguidos, e a programação em torno dele — folias, novenas e ensaios — começa semanas antes. Não cabe num fim de semana.

O que são os Mascarados de Pirenópolis?

Moradores e visitantes que circulam pela cidade durante a festa com roupas coloridas e o rosto coberto, sem se identificar. Têm desfile próprio na programação e são parte do bem registrado pelo IPHAN, junto com as folias e as Cavalhadas.

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Créditos das imagens
  • Cortejo do imperador na Festa do Divino, Pirenópolis — Rossyni Gomes Pompêo de Pina, Wikimedia Commons, CC BY-SA 4.0
  • Mascarado das Cavalhadas de Pirenópolis — Rossyni Gomes Pompêo de Pina, Wikimedia Commons, CC BY-SA 4.0
  • Igreja Matriz de Nossa Senhora do Rosário, Pirenópolis — Eugenio Hansen, OFS, Wikimedia Commons, CC BY-SA 4.0
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Cortejo do imperador na Festa do Divino, Pirenópolis
Cortejo do imperador na Festa do Divino, Pirenópolis
Mascarado das Cavalhadas de Pirenópolis
Mascarado das Cavalhadas de Pirenópolis
Igreja Matriz de Nossa Senhora do Rosário, Pirenópolis
Igreja Matriz de Nossa Senhora do Rosário, Pirenópolis