Pular para o conteúdo
PIRENOPOLISGO.com.bro guia de Pirenópolis

O que fazer em Pirenópolis

Pirenópolis tem dois programas que quase não se cruzam: o centro histórico, que se faz a pé numa manhã, e as cachoeiras, que exigem carro e meio dia cada. Juntar os dois no mesmo dia é passar o dia na estrada.

Casario colonial e Igreja Matriz, PirenópolisFoto: Marta Iansen · Wikimedia Commons · CC BY-SA 4.0

A cidade tem dois mapas, e eles não se sobrepõem

Os pontos turísticos de Pirenópolis cabem em duas listas. Uma é o conjunto colonial do século 18, num raio de poucas quadras, todo a pé. A outra é a das cachoeiras, entre 4 e 40 km do centro, por eixos de estrada opostos, com meio dia ou um dia inteiro cada.

O centro é área protegida: o conjunto arquitetônico, urbanístico e paisagístico de Pirenópolis está inscrito nos Livros do Tombo do IPHAN desde 10 de janeiro de 1990, pelo processo 1181-T-1985 (ficha do tombamento).

Cachoeira das Araras, PirenópolisFoto: Fronteira · Wikimedia Commons · CC BY-SA 4.0

Os pontos turísticos de Pirenópolis, um por um

A distância do centro vem ao lado: é ela que decide o que cabe no dia.

  • Igreja Matriz de Nossa Senhora do Rosário. De 1728 a 1732, o maior edifício religioso do Centro-Oeste, segundo o IPHAN. Incendiada em 2002 e reconstruída na forma original.
  • Igreja Nosso Senhor do Bonfim. A partir de 1750, no Largo do Bonfim. A que mais preservou as características do período.
  • Rua Aurora. Uma das mais fotografadas da cidade, a poucos passos da Matriz.
  • Rua das Lojinhas. Artesanato e comércio local, dentro do conjunto colonial.
  • Praça do Coreto. O ponto de encontro do fim de tarde.
  • Rua do Lazer. Bares e restaurantes, com música ao vivo nos fins de semana.
  • Pico dos Pireneus. A 1.385 metros, no Parque Estadual dos Pireneus, com estrada de terra em boa parte do acesso: trilhas e Pico dos Pireneus.
  • As cachoeiras. Dezenas, de 4 a 30 km, em dois eixos: guia de cachoeiras.
Rua do Lazer, PirenópolisFoto: Rodrigogomesonetwo · Wikimedia Commons · CC BY-SA 3.0

O que é a pé e o que é de carro

A pé: as duas igrejas, a Rua Aurora, a Rua das Lojinhas, a Praça do Coreto, os ateliês e a Rua do Lazer. O centro histórico inteiro se atravessa sem tirar o carro da garagem, e os museus e o artesanato estão dentro dele.

De carro: as cachoeiras, o Parque dos Pireneus e o Pico, sem transporte público para nenhum deles. O calçamento é de pedra irregular: calçado fechado com sola de borracha resolve.

Igreja Matriz de Nossa Senhora do Rosário, PirenópolisFoto: Eugenio Hansen, OFS · Wikimedia Commons · CC BY-SA 4.0

Escolha o eixo da estrada antes de escolher a cachoeira

As cachoeiras saem da cidade por dois caminhos opostos. Montar o sábado com uma de cada lado é como se perde meio dia.

  • Leste, pela Rodovia Parque dos Pireneus: Usina Velha a 4 km, Meia Lua de 6 a 8 km, Lázaro a 11 km com 7 km de terra, Santa Maria a 12 km, Abade a 17 km.
  • Oeste, pela GO-338: Araras a 25 km, com o melhor acesso do conjunto.
  • Mais longe: Rosário, a cerca de 35 km, e os Dragões, com trilha de 4 km. As duas ocupam o dia inteiro.
Cavalhadas de PirenópolisFoto: Michelly Matoss · Wikimedia Commons · CC BY-SA 4.0

Quantas cabem em um dia

Duas próximas cabem numa manhã; uma distante consome o dia. Com um dia só de água, qual cachoeira escolher compara as principais, e fácil acesso separa as de trilha curta.

Quanto tempo a cidade pede

O dia a dia montado está no roteiro de 3 dias, e a comparação entre os formatos em quantos dias ficar.

  • Um dia: só o centro histórico, sem nenhuma cachoeira.
  • Duas noites: um dia de cachoeira, uma manhã de centro e a estrada depois do almoço de domingo.
  • Três noites: duas cachoeiras em dias diferentes, um dia de centro sem relógio e uma manhã livre.
  • Quatro ou mais: entram as cachoeiras distantes e a subida ao Pico dos Pireneus.

Em que época vir

De novembro a março as cachoeiras têm mais volume, com estradas de terra piores e fechamento de algumas quedas depois de chuva forte. De maio a setembro a água fica transparente e a estrada firme, com volume menor.

Calor é constante: pela normal de 1991-2020 do INMET, a máxima média não desce de 30 graus em nenhum mês, e setembro chega a 33,7. O frio aparece de madrugada, em junho e julho, com mínima perto de 14 graus. Mês a mês, no guia de clima.

O que muda quando tem festa

A Festa do Divino Espírito Santo é celebrada em Pirenópolis desde 1819 e foi registrada pelo IPHAN como Patrimônio Cultural do Brasil em 13 de maio de 2010, no Livro das Celebrações (ficha do bem registrado). Dela fazem parte as Cavalhadas e os Mascarados.

A data muda todo ano porque acompanha o Pentecostes, cinquenta dias depois da Páscoa. Com Réveillon e Carnaval, é quando o centro fecha para carro e a hospedagem exige mínimo de noites: guia de festas.

Roteiros que fogem do padrão

  • À noite. A cidade se concentra na Rua do Lazer, com música ao vivo em fins de semana; segunda e terça são imprevisíveis: Pirenópolis à noite e onde comer.
  • Com criança pequena. Cachoeira de trilha curta pela manhã, centro quando o sol baixa: com crianças.
  • Em dia de chuva. O centro continua de pé e parte das cachoeiras segue acessível: o que fazer com chuva.
  • Sem carro. A cidade se resolve a pé e a cachoeira vira passeio contratado: como chegar.

Erros de roteiro que custam meio dia

  • Cruzar a cidade duas vezes no mesmo dia, com uma cachoeira de cada eixo.
  • Sair de Brasília na sexta depois do expediente contando jantar cedo: são 150 km, duas horas e meia e serra no fim.
  • Deixar o centro para o domingo à tarde, quando parte dos ateliês e das igrejas reduz o horário.
  • Escolher a cachoeira pela foto sem olhar a trilha: há descida íngreme e há 4 km no cerrado.
  • Sair sem dinheiro em espécie e programar segunda ou terça como dia de restaurante.

Antes de fechar o roteiro

Antes de ir: Horários das igrejas, valores de entrada e regras das cachoeiras mudam de temporada, e quase toda queda fica em propriedade particular. Confirme no dia anterior, principalmente depois de chuva forte.
📍 Centro histórico de Pirenópolis Centro Histórico, Pirenópolis, Goiás -15.85384, -48.95970 Abrir no Google Maps · Ver no OpenStreetMap · Como chegar a Pirenópolis

Guias desta seção

Perguntas frequentes

Quais são os principais pontos turísticos de Pirenópolis?

No centro histórico, a Igreja Matriz de 1728, a Igreja do Bonfim de 1750, a Rua Aurora, a Rua das Lojinhas e a Praça do Coreto. Fora da cidade, as cachoeiras, entre 4 e 40 km, e o Pico dos Pireneus, a 1.385 metros.

Dá para conhecer os pontos turísticos de Pirenópolis a pé?

Os do centro histórico, sim: o conjunto colonial se percorre em duas a três horas. As cachoeiras e o Pico exigem carro.

Quantos dias são necessários em Pirenópolis?

Duas noites cobrem o centro histórico e uma cachoeira. Três é o formato que a cidade pede: duas cachoeiras, um dia de centro e uma manhã livre.

O que fazer em Pirenópolis à noite?

A Rua do Lazer concentra os bares e restaurantes, com música ao vivo nos fins de semana. Em semana comum, segunda e terça são os dias mais imprevisíveis.

Créditos das imagens
  • Casario colonial e Igreja Matriz, Pirenópolis — Marta Iansen, Wikimedia Commons, CC BY-SA 4.0
  • Cachoeira das Araras, Pirenópolis — Fronteira, Wikimedia Commons, CC BY-SA 4.0
  • Rua do Lazer, Pirenópolis — Rodrigogomesonetwo, Wikimedia Commons, CC BY-SA 3.0
  • Igreja Matriz de Nossa Senhora do Rosário, Pirenópolis — Eugenio Hansen, OFS, Wikimedia Commons, CC BY-SA 4.0
  • Cavalhadas de Pirenópolis — Michelly Matoss, Wikimedia Commons, CC BY-SA 4.0
WhatsApp
Casario colonial e Igreja Matriz, Pirenópolis
Casario colonial e Igreja Matriz, Pirenópolis
Cachoeira das Araras, Pirenópolis
Cachoeira das Araras, Pirenópolis
Rua do Lazer, Pirenópolis
Rua do Lazer, Pirenópolis
Igreja Matriz de Nossa Senhora do Rosário, Pirenópolis
Igreja Matriz de Nossa Senhora do Rosário, Pirenópolis
Cavalhadas de Pirenópolis
Cavalhadas de Pirenópolis