Museus e artesanato em Pirenópolis
Dois museus pequenos, uma ourivesaria com registro federal e ateliês a poucos metros uns dos outros dentro do centro histórico.

Museu das Cavalhadas
Fica na Rua Direita, 39, no centro histórico, dentro da casa onde nasceu. Foi fundado em 1976 pela poetisa Maria Eunice Pereira e Pina, cujos filhos Luiz Armando e João Luís participaram das Cavalhadas como cavaleiros por quase três décadas. O acervo começou como a guarda do material dessa participação.
O que está exposto são os figurinos e os acessórios usados pelos cavaleiros, as máscaras de boi e de onça, as roupas coloridas, além de fotos, livros, publicações e cartazes. Um dos ambientes funciona como pequena biblioteca de consulta sobre Pirenópolis.
É aqui que a festa fica compreensível para quem não vai estar na cidade na data das Cavalhadas. O Cadastro Nacional de Museus registra o museu como aberto, com entrada de R$ 2,00 e política de redução para estudantes, professores e crianças. O cadastro pode estar desatualizado — confirme valor e horário no dia.

Museu da Família Pompeu
Ocupa um casarão do século 18 construído pelo comendador Joaquim Alves de Oliveira. Em 1830 o prédio abrigou a sede de A Matutina Meiapontense, o primeiro jornal de Goiás, cuja primeira edição saiu em 5 de março daquele ano. O acervo é de fotografias, peças, jornais e instrumentos ligados à história regional.
A visitação não é livre: é preciso agendar data e a visita só acontece em grupo. O Cadastro Nacional de Museus dá o endereço como Rua Nova, 31, Centro, classifica o museu como particular, informa que não cobra entrada e registra o status como fechado. Resolva o agendamento antes de viajar, ou a porta estará trancada.

A prata de Pirenópolis tem registro no INPI
Em 9 de julho de 2019 o INPI concedeu o registro de Indicação Geográfica de Pirenópolis, na espécie indicação de procedência, sob o número BR402017000008-3, para joias artesanais em prata. A área protegida são os limites do município. Quem pediu foi a Associação Cultural e Ecológica dos Artesãos em Prata de Pirenópolis, com sede na Rua Direita, 32-A, no centro histórico.
A ficha técnica do registro define o que pode ser vendido com esse nome, e é essa definição que dá ao comprador uma régua objetiva.
O que a Indicação Geográfica exige
Três exigências saem direto da ficha técnica do INPI. Elas funcionam como roteiro de perguntas na loja:
- Prata de lei — 92,5% de prata pura e 7,5% de outros metais, como cobre, níquel, alpaca e ligas italianas. A ficha admite também prata 950 e 1000 quando a peça exigir esse teor.
- Gemas naturais — só pedras preciosas e pedras coradas naturais, e a joia com gema deve vir acompanhada da indicação do peso em quilates.
- Outros materiais naturais — a ficha autoriza expressamente coco, cerâmica e sementes.
De onde veio essa tradição
A ourivesaria chegou por volta de 1978, quando grupos de artesãos vindos de várias partes do Brasil se instalaram na zona rural e formaram a Cooperativa Agroartesanal Terra Nostra. Montaram oficinas ali e passaram aos mais novos as técnicas que tinham aprendido em viagens pela Europa, Ásia e África.
O tamanho atual depende de quem conta. O Correio Braziliense registrou 112 artesãos produzindo joias em prata na cidade. Outras contagens falam em cerca de 100 ateliês e perto de 300 artesãos envolvidos. Para uma cidade do porte de Pirenópolis, qualquer um dos números é alto.
A prata usada vem da reciclagem de radiografias, chips e peças de computador, ou é comprada em países latino-americanos como México, Argentina e Peru.
Onde ficam as lojas
Os ateliês estão espalhados pelo centro histórico, e vários deles funcionam também como café ou restaurante. A Rua Rui Barbosa, conhecida coma Rua das Lojinhas, concentra o comércio de decoração, tecelagem, roupa, acessório e prata.
Atravessar a rua leva minutos. Entrar nos ateliês e conversar com quem fez a peça leva uma tarde. Como o centro é pequeno, essa tarde cabe no mesmo dia das igrejas, sem carro e sem pressa.
Perguntas frequentes
Quais museus visitar em Pirenópolis?
O Museu das Cavalhadas, na Rua Direita, 39, com os figurinos e as máscaras da festa; e o Museu da Família Pompeu, num casarão do século 18 que abrigou o primeiro jornal de Goiás. O segundo exige agendamento e a visita acontece em grupo.
Por que Pirenópolis é conhecida pela prata?
A tradição começou por volta de 1978, com artesãos que se instalaram na zona rural e formaram a Cooperativa Agroartesanal Terra Nostra. Em 9 de julho de 2019 o INPI concedeu à cidade o registro de Indicação Geográfica para joias artesanais em prata.
Como saber se a joia é mesmo a prata artesanal de Pirenópolis?
A ficha técnica da Indicação Geográfica exige prata de lei de 92,5%, ou 950 e 1000 quando a peça pedir, e gemas naturais com o peso declarado em quilates. Pergunte o teor e peça essa indicação por escrito.
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