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Museus e artesanato em Pirenópolis

Dois museus pequenos, uma ourivesaria com registro federal e ateliês a poucos metros uns dos outros dentro do centro histórico.

Interior da Igreja Matriz de Nossa Senhora do RosárioFoto: Fronteira · Wikimedia Commons · CC BY-SA 4.0

Museu das Cavalhadas

Fica na Rua Direita, 39, no centro histórico, dentro da casa onde nasceu. Foi fundado em 1976 pela poetisa Maria Eunice Pereira e Pina, cujos filhos Luiz Armando e João Luís participaram das Cavalhadas como cavaleiros por quase três décadas. O acervo começou como a guarda do material dessa participação.

O que está exposto são os figurinos e os acessórios usados pelos cavaleiros, as máscaras de boi e de onça, as roupas coloridas, além de fotos, livros, publicações e cartazes. Um dos ambientes funciona como pequena biblioteca de consulta sobre Pirenópolis.

É aqui que a festa fica compreensível para quem não vai estar na cidade na data das Cavalhadas. O Cadastro Nacional de Museus registra o museu como aberto, com entrada de R$ 2,00 e política de redução para estudantes, professores e crianças. O cadastro pode estar desatualizado — confirme valor e horário no dia.

Centro histórico de PirenópolisFoto: Marcosviniciusrs · Wikimedia Commons · CC BY-SA 4.0

Museu da Família Pompeu

Ocupa um casarão do século 18 construído pelo comendador Joaquim Alves de Oliveira. Em 1830 o prédio abrigou a sede de A Matutina Meiapontense, o primeiro jornal de Goiás, cuja primeira edição saiu em 5 de março daquele ano. O acervo é de fotografias, peças, jornais e instrumentos ligados à história regional.

A visitação não é livre: é preciso agendar data e a visita só acontece em grupo. O Cadastro Nacional de Museus dá o endereço como Rua Nova, 31, Centro, classifica o museu como particular, informa que não cobra entrada e registra o status como fechado. Resolva o agendamento antes de viajar, ou a porta estará trancada.

Casario colonial e Igreja Matriz, PirenópolisFoto: Marta Iansen · Wikimedia Commons · CC BY-SA 4.0

A prata de Pirenópolis tem registro no INPI

Em 9 de julho de 2019 o INPI concedeu o registro de Indicação Geográfica de Pirenópolis, na espécie indicação de procedência, sob o número BR402017000008-3, para joias artesanais em prata. A área protegida são os limites do município. Quem pediu foi a Associação Cultural e Ecológica dos Artesãos em Prata de Pirenópolis, com sede na Rua Direita, 32-A, no centro histórico.

A ficha técnica do registro define o que pode ser vendido com esse nome, e é essa definição que dá ao comprador uma régua objetiva.

O que a Indicação Geográfica exige

Três exigências saem direto da ficha técnica do INPI. Elas funcionam como roteiro de perguntas na loja:

  • Prata de lei — 92,5% de prata pura e 7,5% de outros metais, como cobre, níquel, alpaca e ligas italianas. A ficha admite também prata 950 e 1000 quando a peça exigir esse teor.
  • Gemas naturais — só pedras preciosas e pedras coradas naturais, e a joia com gema deve vir acompanhada da indicação do peso em quilates.
  • Outros materiais naturais — a ficha autoriza expressamente coco, cerâmica e sementes.

De onde veio essa tradição

A ourivesaria chegou por volta de 1978, quando grupos de artesãos vindos de várias partes do Brasil se instalaram na zona rural e formaram a Cooperativa Agroartesanal Terra Nostra. Montaram oficinas ali e passaram aos mais novos as técnicas que tinham aprendido em viagens pela Europa, Ásia e África.

O tamanho atual depende de quem conta. O Correio Braziliense registrou 112 artesãos produzindo joias em prata na cidade. Outras contagens falam em cerca de 100 ateliês e perto de 300 artesãos envolvidos. Para uma cidade do porte de Pirenópolis, qualquer um dos números é alto.

A prata usada vem da reciclagem de radiografias, chips e peças de computador, ou é comprada em países latino-americanos como México, Argentina e Peru.

Onde ficam as lojas

Os ateliês estão espalhados pelo centro histórico, e vários deles funcionam também como café ou restaurante. A Rua Rui Barbosa, conhecida coma Rua das Lojinhas, concentra o comércio de decoração, tecelagem, roupa, acessório e prata.

Atravessar a rua leva minutos. Entrar nos ateliês e conversar com quem fez a peça leva uma tarde. Como o centro é pequeno, essa tarde cabe no mesmo dia das igrejas, sem carro e sem pressa.

Antes de ir: Registro, número, data e especificações da prata: ficha técnica da Indicação Geográfica, INPI. Endereço, status e entrada dos museus: Cadastro Nacional de Museus — Cavalhadas e Família Pompeu. História do Museu da Família Pompeu e regra de agendamento: Wikipédia. Número de artesãos, origem da prata e a cooperativa de 1978: Correio Braziliense. Museu fecha em feriado e muda horário por temporada — confirme no dia.

Perguntas frequentes

Quais museus visitar em Pirenópolis?

O Museu das Cavalhadas, na Rua Direita, 39, com os figurinos e as máscaras da festa; e o Museu da Família Pompeu, num casarão do século 18 que abrigou o primeiro jornal de Goiás. O segundo exige agendamento e a visita acontece em grupo.

Por que Pirenópolis é conhecida pela prata?

A tradição começou por volta de 1978, com artesãos que se instalaram na zona rural e formaram a Cooperativa Agroartesanal Terra Nostra. Em 9 de julho de 2019 o INPI concedeu à cidade o registro de Indicação Geográfica para joias artesanais em prata.

Como saber se a joia é mesmo a prata artesanal de Pirenópolis?

A ficha técnica da Indicação Geográfica exige prata de lei de 92,5%, ou 950 e 1000 quando a peça pedir, e gemas naturais com o peso declarado em quilates. Pergunte o teor e peça essa indicação por escrito.

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Créditos das imagens
  • Interior da Igreja Matriz de Nossa Senhora do Rosário — Fronteira, Wikimedia Commons, CC BY-SA 4.0
  • Centro histórico de Pirenópolis — Marcosviniciusrs, Wikimedia Commons, CC BY-SA 4.0
  • Casario colonial e Igreja Matriz, Pirenópolis — Marta Iansen, Wikimedia Commons, CC BY-SA 4.0
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Interior da Igreja Matriz de Nossa Senhora do Rosário
Interior da Igreja Matriz de Nossa Senhora do Rosário
Centro histórico de Pirenópolis
Centro histórico de Pirenópolis
Casario colonial e Igreja Matriz, Pirenópolis
Casario colonial e Igreja Matriz, Pirenópolis